terça-feira, 20 de abril de 2010

Paços do Concelho

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Grandioso e imponente edifício situado na Praça Principal da vila de Figueiró dos Vinhos, inaugurado em 1876, composto na altura, só de rez do chão, construído para juntar todos os serviços públicos existentes no concelho, naquela época, num só edifício.Em 28 de Maio de 1934, iniciaram-se obras de ampliação de mais um andar e renovação de todas as repartições já existentes, ficando prontas pouco antes de um pavoroso incêndio, ocorrido em 29 de Maio de 1936, o ter destruído totalmente.Depois de diversas tentativas para a sua construção no local onde hoje está implantado o Palácio da Justiça, foi reconstruído o existente, com maior número de dependências, sofrendo novamente alterações em 1984 com a introdução de uma cave numa parte do rez do chão e um sótão, destinado a arquivos, além da nova beneficiação de todas as dependências dos serviços, passando os gabinetes da Presidência e Vereação para o lado direito do edifício, no primeiro andar. É hoje um dos melhores Paços do Concelho do interior do país.


Leitão

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Casulo

O Casulo foi construído em 1898 num projecto do arquitecto Luís Ernesto Reynadud, sob indicações do proprietário que o mandou fazer, Mestre José Malhoa. Edifício de reduzidas dimensões, desenvolveu-se em quatro pisos sendo apenas dois destinados a habitação propriamente dita. Ao primitivo atelier (duas salas) foi acrescentado um corpo de habitação. Todo o espaço é virado para o exterior, a luz jorra através das galerias e sacadas, e o espaço destinado ao atelier acumulando a função de entrada destrói a organização tradicional da casa.
Tratava-se de uma casa de pintor que vivia da pintura e para a pintura. Hoje é pertença da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, assim como todos os terrenos anexos.

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quinta-feira, 18 de março de 2010

O Coreto


Reza a história que as bandas filarmónicas foram introduzidas em Portugal por influência das invasões francesas e ainda pela influência dos conventos onde a maioria dos frades cultivavam a música.

Os coretos foram criados com o intuíto de permitir que as filarmónicas realizassem os concertos para a população.

O principal coreto do município localizava-se na Praça Conselheiro Simões Baião, hoje praça da República, do lado norte da Igreja Matriz, tendo sido inaugurado no dia da festa ao Padroeiro do concelho, São João Batista em 1909.

Durante muitos anos foi palco de inúmeros concertos públicos de música filarmónica, muito do agrado da população e protagonizadas pelas duas bandas então existentes, a Sociedade Filarmónica Figueiroense (a Velha) e a Filarmónica União Republicana Figueiroense, (A Nova), além de outras actividades recreativas.

Em 1962 a Câmara Municipal deliberou, por unanimidade, mandar demolir a parte superior do referido coreto, fazendo desaparecer o seu tecto zincado e bem assim as colunas que o suportam, ficando apenas com o gradeamento que o circundava. Numa outra fase foi demolido totalmente e no local feito um canteiro de flores.

Felizmente mas recentemente, em 1997, os responsáveis da Câmara Municipal, mandaram construir outro Coreto no mesmo local, e com linhas mais modernas. Este foi inaugurado também no dia do Padroeiro do Concelho, 24 de Junho. Assim passados 88 anos da inauguração do primeiro e 38 anos depois da sua destruição o Coreto de Figueiró dos Vinhos voltou, embora sem a animação de outros tempos, a ocupar o seu merecido espaço na nossa Vila.



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quinta-feira, 11 de março de 2010

Dr. Manuel Simões Barreiros

A rua central da Vila de Figueiró dos Vinhos tem o nome do Dr. Manuel Simões Barreiros.
Dr. Manuel Simões Barreiros, a quem foi dado o nome desta rua, é considerado um filho do concelho, pois nasceu no Fontão Fundeiro, Freguesia de Campelo, pertencente ao Concelho de Figueiró dos Vinhos.

Médico de profissão exerceu na vila a partir de 3 de Agosto de 1920 e em pouco tempo mereceu a admiração do povo e uma certa imagem dos seus colegas vizinhos, para onde passou a ser chamado para consultas e operações.

Em 1928 foi nomeado para Presidente da Primeira Comissão Municipal de Turismo, promovendo em dois anos obras importantes, tais como o jardim e o parque Municipal.


Em 1932 é convidado para Presidente da Câmara Municipal, e desenvolve um excelente trabalho, de tal forma que ainda hoje é considerado, como tendo sido um dos mais profícuos que sustentou as maiores transformações em Figueiró dos Vinhos jamais ocorridas.

O seu afastamento da frente dos destinos do concelho foi em 31 de Dezembro de 1947.

Faleceu a 7 de Julho de 1948, encontrando-se sepultado no cemitério de Figueiró dos Vinhos.

As medidas implementadas pelo Dr. Manuel Simões Barreiros foram de tal ordem exemplares, que o concelho de Figueiró dos Vinhos passou a ser conhecido por “Sintra do Norte”.

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quinta-feira, 4 de março de 2010

Igreja Matriz de Figueiró dos Vinhos


A construção da Igreja Matriz da freguesia de Figueiró dos Vinhos não é possível localizar no tempo. Embora se saiba que foram os frades de Santa Cruz de Coimbra, proprietários de vinhas e herdades da vila, que a mandaram edificar e que esta já existia no ano de 1320.
O actual padroeiro é São João Batista, a quem foi dedicada a igreja, embora, se diga que, no princípio do século XIII fosse Santa Maria de Figueiró.
Existem registos de que a 3 de Maio de 1721, o Prior D. António Coutinho, enviou a pedido do Reino, uma relação de todas as capelas e igrejas existentes, nesta freguesia, fazendo menção à Igreja Matriz. Posteriormente, em 1773 um documento, refere que esta era a maior igreja, do Arcediago de Penela.

É muito possível que tenha existido outra igreja antes da construção desta, talvez mais pequena, nos tempos em que esta vila era ainda aldeia. Mas, na realidade, o actual templo não têm qualquer vestígio artístico, nem outros, que nos permita datar a sua construção.
A Igreja sofreu ao longo dos anos, grandes modificações, sendo que, uma das maiores foi no ano de 1898, sobre a alçada do arquitecto Ernesto Reynadud, com alterações na fachada principal. Onde ficou com um portal do renascimento de linhas simples, mas belas.
À entrada da igreja, a seguir à capela baptismal, há um túmulo lavrado, de pedra de Ança, do princípio do século XV onde repousam os restos mortais de D. Rui Vasques de Vasconcelos Ribeiro e de D. Violante de Sousa sua esposa. A Pia Baptismal existente foi cinzelada por canteiros Figueiroenses.

O retábulo do Altar-Mor, foi desenhado por Simões de Almeida (tio) sendo de uma preciosidade e beleza encantadoras, de talha dourada, baseada no início do século XVIII com colunas “salmónicas”, enquadrando a tribuna.

Esta finíssima talha, estilo D. João V, está tapada pela moldura que a enquadra, pintada pelo grande pintor José Malhoa, alusiva ao Baptismo de Cristo, tendo sido por ele oferecida à Igreja Matriz da Freguesia de Figueiró dos Vinhos em 12 de Maio de 1904. Mede 4,70 metros de altura por 2,70 metros de largura, tendo sido restaurada no ano de 1972.
Existem vários altares. Sendo de realçar um Cristo Crucificado (Senhor dos Aflitos) da autoria do mestre Simões de Almeida (tio) que o esculpiu e mestre Malhoa encarnou. Tal é o seu valor, que o mesmo está reproduzido na capela de Herculano, no Mosteiro dos Jerónimos.
Noutro altar está uma imagem preciosa policromada da Santíssima Trindade, onde o Espírito Santo é figurado por uma pomba como é tradicional; medindo 0,94 metros de altura e com origem nos fins do século XV.

Tem um coro grande, onde está um órgão de tubos datado de 1689, actualmente em péssimo estado de conservação e sem qualquer uso. Restaurada foi já a imagem de São João, que diga-se, é muito bonita.

Este Monumento Nacional aguarda actualmente restauro pelos serviços competentes.
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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Torre da Cadeia

Nos altos da Vila, na zona histórica, onde se julga terem habitado alguns judeus, existe uma torre. Esta, construída por homens do concelho, ficou conhecida como “ torre da cadeia” por ter estado junto ao edifício prisão da Comarca de Figueiró dos Vinhos, que foi demolido há alguns anos.
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A Torre não é de tipo militar, mas sim municipal. É uma torre de pedra, à maneira de castelo com uma porta de volta redonda, a qual foi decorada com uma inscrição em letras góticas, com o seguinte teor:
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“Na era de 1506 se fez esta obra sendo juízes Bento de Aguiar e Garcia Rodrigues e vereadores Gonçalo Moniz e Afonso Estevães, e procurador Gonçalo Rodriguez, valendo o pão e o vinho setenta reis”

Teve sinos e relógio que davam a conhecer o começo e o terminar do dia dos trabalhadores na agricultura.
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Foi reparada em 1994 e adaptada a miradouro da vila, podendo ser visitada, porém no seu interior existe apenas uma escada de acesso ao miradouro. A “ torre da cadeia” de Figueiró dos Vinhos está classificada, pelo Ministério da Cultura, como Monumento Nacional.
Leitão

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

FIGUEIRÓ DOS VINHOS


"A origem da Vila de Figueiró dos Vinhos que no passado e devido à existência de muitas figueiras e excelentes vinhas que aqui havia se chamou Figueiral, é ainda hoje uma incógnita pois, por inexistência de documentos fidedignos, não é possível localizar no tempo a sua fundação.

Sabe-se que desde a sua origem teria sido terra de nobres, e de gente muito ilustre. Muito antes da fundação da nacionalidade pelos anos de 783 a 789 alguém descreveu factos referentes a esta vila. Certo parece ser que durante mais de trezentos anos esteve esquecida. Não é pois, possível saber-se o ano exacto em que o exército de D. Afonso Henriques a tomou aos mouros. Mas diz-se também que em 1629, Miguel Leitão de Andrade referia que Figueiró e Pedrogão nunca pertenceram aos mouros.
D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal aparece pela 1ª vez ligado a Figueiró pela doação que fez em 17 de Maio de 1135 a Usbert Munioni Martins e Fernando da herdade de Pedrogão, que incluía como pagamento de serviços que estes lhe tinham prestado, conforme documentos da época.

A vila agora em mais sossego foi acompanhando a evolução natural da idade média e D. Manuel I atribui-lhe Foral, em Lisboa, a 16 de Abril de 1514 confirmando-lhe nessa altura os anos dos Figueiredos. É concelho há quase 880 anos tendo sido promovido e julgado Municipal em 1835 com jurisdição sobre vários concelhos. "
Leitão